Apresentação
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Cantigas de Amor, de Amigo, de Escárnio e Maldizer.
domingo, 16 de agosto de 2020
Narrativa das Improbabilidades
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Na Fila do Pão
- Calma... Aprenda a esperar, porque daqui por
diante... Pode ser gentil a todo instante, mas sempre haverá uma coisa no seu
comportamento que não vai agradar. É assim mesmo. Dormir? Não, esqueça de uma
vez! Não vai dormir nunca mais, como antes. A patroa virou mãe. Segura o seu lado
highlander e entre suavemente no mundo
cor-de-rosa. É melhor andar sem sapatos em casa.
- Então é melhor levar pão doce!
- Vai por mim: leva sonhos!
Autora: Valéria Áureo
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Emaranhados e intrigas
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Adeus
sexta-feira, 31 de julho de 2020
A Geometria do Amor
Poderíamos pensar que o amor é facilmente decifrável, exato e geométrico. Poderia ser feito de espelhos, linhas curvas e sinuosas dobras dos joelhos; uma sucessão de pontos enigmáticos a se perseguirem nos enlevados toques de ventos no corpo. Poderia ser problemático, matemático, calculável, resolvível, como uma equação de segundo grau. Poderia ser removível como uma nódoa de vinho, decifrável como um mistério, reciclável como papel. Ah! O amor tem muito mais do que os traços e embaraços de muitos fios elétricos enredados pela cidade eletrocutando corações. O amor é pane! Sim, é pânico; “é fogo que arde” ... Lava incandescente descendo morro. O amor pede socorro!
O amor começa com um ponto, dois, três, reticentes e, ao se darem conta, duas almas embriagadas correm tangenciando o infinito. Dois pontos extremos extrapolam o desenho só para se encontrarem e, ao se verem, um grito! Ah! Afinal! Um beijo. Fugaz abandono do plano exato, do fino traço arquitetônico e, então enamorados, dois rabiscos assumem forma, volume e se compõem no sólido e no insólito. Ocupam finalmente o espaço. Dúvidas e, também desastres; outros pontos desconectados perseguem os dois pontos amantes e afins, outrora felizes, ora ameaçados por mais um ponto fraco e invejoso, que interfere nessa dualidade monolítica e consagrada. O que era para ser um projeto (de vida) de duas forças iguais, em um esboço equilátero, equidistante, equivalente, na perspectiva de um afetuoso milênio, passa a ser, miseravelmente, para os dois, um triângulo desengonçado, esquizoide e neurastênico. Ah! A geometria do amor...
Autora: Valéria Áureo
In: Entre Mentes e Corações
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segunda-feira, 27 de julho de 2020
Sou toda ouvidos
Publicado em O Imparcial de Rio Pomba -2018
sábado, 27 de junho de 2020
Mini conto contemporâneo
– É a cara do pai – bajula a vizinha.
– A senhora o conhece? – pergunta o homem.
E segue adiante, com a constatação de ter em seu caminho uma vizinha fofoqueira e maledicente, capaz de estragar a felicidade do nobre homem que assumiu a paternidade.
Naquele instante, não conseguiu juntar as palavras apropriadas, para dizer que o 'dito' pai tinha abandonado a criança, depois de roubar todos os bens da família, deixando-os à mingua. Isso era natural naquele genitor corrompido, que não conseguia juntar os pedaços de sua vida de maus hábitos e má companhia. E nisso, de não se ajustar à honestidade que a vida requer, esse pai foi-se embora, levando o que podia roubar, tomando mais um gole e vendendo a alma ao diabo.
Coube ao pai adotivo dar dignidade à Dona Pátria (mulher altiva e de bons costumes) e ao filho promissor, o belo Chiquinho, porque a vida não se resume ao pai, mas ao filho bento pelo Espírito Santo.
Rio 27/06/2020






